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| Segundo a tradição, o apóstolo Tiago (filho de Zebedeo e Salomé), após a crucificação de Jesus Cristo, passou seis anos pregando na região da Espanha. Retornou à Palestina e lá foi decapitado, a mando de Herodes, no ano 44. Centenas de anos mais tarde, provavelmente em 813, o bispo da região da Galícia, Teodomiro, foi informado da ocorrência de um milagre, nos campos da Via Ária (actual região galega). Segundo os relatos, uma estrela fixa iluminava o local do sepulcro. O bispo mandou investigar e, após as escavações, foi descoberto o jazigo com o nome do Apóstolo Tiago. Tiago "Maior", como era conhecido, transformou-se num "símbolo vivo" da resistência cristã aos ataques muçulmanos no território espanhol. | |
| O "Campus
Stellae", que inspirou Compostela, foi imediatamente resguardado pela
Igreja Católica. A mando do rei Afonso II, o "Casto", foi
construído um pequeno templo para a protecção da tumba
apostólica. Porém, em 997, o templo foi incendiado pelos muçulmanos.
Desta vez, o rei Afonso III ergueu um novo templo, muito maior do que a
capela de pedras construída no reinado de Afonso II.Santiago, então,
consolidou-se como um dos três centros de peregrinação
cristã na Europa, junto com Jerusalém e Roma. Por todos esses séculos, a Catedral de Santiago de Compostela passou por uma série de ampliações arquitectónicas. O primeiro registro oficial sobre os caminhos dos peregrinos compostelanos data de 1131. Naquele ano, sob encomenda do Papa Calixto II, o sacerdote francês Aymeric Picaud escreveu o primeiro guia de acesso a Santiago. O "Códice Calixtini" (ou "Liber Sancti Jacobi") foi a primeira publicação a ratificar o Caminho a Compostela e descrever todos os passos do trajecto "iniciático" à cidade santa. |
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